Cansaço, dificuldade para respirar e mudanças na disposição podem ser confundidos com o envelhecimento natural do pet. Em alguns casos, porém, esses sinais podem estar relacionados a alterações no coração.
Durante o Setembro Vermelho, a atenção se volta para a prevenção das doenças cardíacas em cães e gatos. Mas esse cuidado deve fazer parte da rotina durante todo o ano, principalmente porque algumas alterações podem evoluir silenciosamente antes de produzirem sintomas mais evidentes.
As consultas preventivas ajudam a acompanhar a saúde do pet, identificar mudanças e avaliar quando são necessários exames ou atendimento especializado.
Cães e gatos podem ter doenças cardíacas?
Sim. Assim como acontece com os seres humanos, cães e gatos podem apresentar alterações na estrutura ou no funcionamento do coração.
Alguns problemas podem estar presentes desde o nascimento, enquanto outros se desenvolvem ao longo da vida. A idade, a raça, o histórico familiar, o porte e outras condições de saúde podem influenciar o risco de cada paciente.
Isso não significa que somente animais idosos precisam de atenção. Filhotes, adultos e idosos podem apresentar alterações cardíacas, embora alguns problemas sejam mais frequentes com o avanço da idade.
Quais sinais podem indicar um problema no coração?
Os sinais variam conforme a doença, a espécie e o estágio do quadro. Algumas alterações aparecem de forma discreta, enquanto outras podem surgir com maior intensidade.
Entre os sinais que merecem atenção estão:
- Cansaço durante passeios ou brincadeiras;
- Diminuição da disposição;
- Dificuldade ou esforço para respirar;
- Respiração mais rápida mesmo durante o repouso;
- Tosse persistente, principalmente em cães;
- Episódios de fraqueza ou desmaio;
- Dificuldade para subir escadas ou realizar atividades habituais;
- Aumento do volume abdominal;
- Perda de peso ou redução do apetite;
- Língua ou mucosas arroxeadas.
Esses sintomas também podem estar relacionados a outras condições. Por isso, não é possível confirmar uma doença cardíaca observando apenas um sinal isolado.
Os gatos apresentam os mesmos sinais dos cães?
Nem sempre. Os gatos podem esconder sinais de desconforto e reduzir suas atividades de maneira bastante sutil.
Em vez de demonstrarem cansaço durante um passeio, por exemplo, eles podem parar de subir em móveis, brincar menos, permanecer escondidos ou evitar movimentos que antes faziam normalmente.
Alterações na respiração, perda de apetite, fraqueza e mudanças repentinas de comportamento também precisam ser observadas.
Uma diferença importante é que a tosse nem sempre está relacionada ao coração nos gatos. Por isso, qualquer alteração respiratória precisa ser avaliada individualmente por um médico-veterinário.
Por que algumas doenças cardíacas demoram para ser percebidas?
O organismo pode compensar determinadas alterações durante algum tempo. Nesse período, o pet pode continuar comendo, brincando e mantendo parte de sua rotina, mesmo que o coração já esteja apresentando alguma mudança.
Além disso, sinais como dormir mais, brincar menos ou cansar com facilidade podem ser interpretados como consequências naturais da idade.
É por isso que não devemos esperar necessariamente o aparecimento de sintomas intensos. A avaliação preventiva permite acompanhar o coração e a saúde geral do paciente antes que a condição avance.
Como é feita a avaliação do coração do pet?
A avaliação começa durante a consulta clínica. O médico-veterinário considera o histórico, a idade, a raça, a rotina e os sintomas apresentados.
Durante o exame físico, são avaliados aspectos como:
- Frequência cardíaca;
- Ritmo do coração;
- Presença de sopros;
- Frequência e esforço respiratório;
- Coloração das mucosas;
- Circulação e estado geral do paciente.
Caso seja necessário investigar alguma alteração, podem ser solicitados exames complementares.
Quais exames podem ser solicitados?
A indicação depende da avaliação individual de cada paciente. Entre os exames que podem auxiliar na investigação estão:
Ecocardiograma
Permite avaliar as estruturas do coração, seus movimentos e o funcionamento cardíaco.
Eletrocardiograma
Registra a atividade elétrica do coração e pode auxiliar na identificação de alterações no ritmo cardíaco.
Radiografia
Pode ajudar na avaliação da região torácica, incluindo o tamanho do coração e as condições dos pulmões.
Exames laboratoriais
Podem ser solicitados para avaliar o estado geral do organismo, possíveis condições associadas e a segurança de determinados tratamentos.
Na Amigo Fiel, exames complementares e avaliações especializadas podem ser organizados com profissionais parceiros, mediante agendamento.
O sopro no coração sempre significa uma doença grave?
Não necessariamente. O sopro é um som identificado durante a ausculta cardíaca e pode ter diferentes causas e intensidades.
Sua presença não determina sozinha a gravidade do quadro. Alguns pacientes precisam apenas de acompanhamento, enquanto outros necessitam de exames complementares e tratamento.
A conduta dependerá da idade, dos sintomas, das características do sopro e das condições gerais do animal.
Doenças cardíacas têm tratamento?
O tratamento depende do tipo de alteração e do estágio em que ela foi identificada. Nem todas as doenças cardíacas possuem cura, mas muitas podem ser acompanhadas e controladas.
O objetivo pode envolver:
- Auxiliar o funcionamento do coração;
- Controlar os sintomas;
- Reduzir o risco de complicações;
- Preservar a qualidade de vida;
- Acompanhar a evolução do paciente.
Medicamentos cardíacos nunca devem ser administrados ou interrompidos sem orientação veterinária.
Como cuidar da saúde cardíaca do pet?
Alguns cuidados ajudam a acompanhar a saúde do coração:
- Realizar consultas preventivas;
- Manter os exames indicados atualizados;
- Observar mudanças na disposição e na respiração;
- Manter uma alimentação adequada;
- Acompanhar o peso do animal;
- Respeitar a capacidade física do pet;
- Informar ao veterinário qualquer episódio de fraqueza ou desmaio;
- Seguir corretamente os tratamentos prescritos.
As necessidades variam de acordo com cada paciente. Por isso, a orientação deve ser individualizada.
Perguntas frequentes
Cansaço durante o passeio pode ser um problema cardíaco?
Pode, mas também pode estar relacionado ao calor, excesso de peso, problemas respiratórios, dor ou falta de condicionamento. Se o cansaço for frequente ou estiver aumentando, procure uma avaliação.
Todo pet idoso precisa fazer avaliação cardíaca?
O acompanhamento preventivo se torna ainda mais importante com o avanço da idade. A necessidade de exames específicos será determinada pelo médico-veterinário durante a consulta.
Um animal jovem pode ter uma doença cardíaca?
Sim. Algumas alterações podem ser congênitas ou aparecer em animais jovens. Por isso, consultas preventivas são importantes em todas as fases da vida.
O pet pode fazer exercícios depois de receber um diagnóstico?
Depende da condição, do estágio da doença e da orientação veterinária. A intensidade das atividades deve ser ajustada individualmente.
Quando procurar atendimento com maior agilidade?
Entre em contato com uma clínica veterinária ao perceber:
- Dificuldade para respirar;
- Respiração muito rápida durante o repouso;
- Desmaios ou fraqueza repentina;
- Língua ou mucosas arroxeadas;
- Queda acentuada de disposição;
- Tosse persistente acompanhada de cansaço;
- Aumento repentino do volume abdominal.
Dificuldade respiratória, desmaio e mucosas arroxeadas podem representar uma situação de urgência.
Seu pet apresenta algum desses sinais?
Entre em contato com a Clínica Veterinária Amigo Fiel para explicar a situação e consultar a disponibilidade de atendimento.
A avaliação clínica permite identificar quais cuidados e exames podem ser necessários para cada paciente.
Este conteúdo possui caráter informativo e não substitui uma consulta com um médico-veterinário.
Fontes consultadas: campanha Setembro Vermelho da Elanco em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária e Manual Veterinário MSD.